quarta-feira, 16 de abril de 2014

Basic bitches, coxinhas e a normalidade anormal


Faz um tempinho que ando percebendo o uso cada vez mais constante da expressão basic bitch. Mas quem ou o que é uma basic bitch? Depois de ler essa matéria (em inglês) bastante esclarecedora no The Cut eu tive certeza que, no Brasil, nós já conhecemos as basic bitches há bastante tempo.

Basic bitch é basicamente, com perdão do trocadilho, uma pessoa (geralmente do sexo feminino) sem personalidade nenhuma, que só usa roupas e as marcas que todo mundo usa, que vai aos lugares que todo mundo vai, que tem as opiniões que todo mundo tem. Sabe aquela fofa que parece que saiu de uma máquina de fotocópia que fica chocada quando alguém discorda das opiniões pré-fabricadas dela? Pois é.

Lohanthony chamando todas as basic bitches!

Entendam: ter o estilo básico é uma coisa, ser basic bitch é outra. Ela é o nível quase patológico da coisa. É aquela que passa fome (ou pede pro papai) para comprar a bolsa ou sapato de marca igual ao da blogueira famosa ou da atriz da novela. Vive emitindo opiniões ultrapassadas e calcadas no senso comum nas redes sociais, mas não sabe nem o porquê de pensar daquele modo. É a primeira a te olhar torto e fazer piadinha se você fizer qualquer coisa considerada fora da normalidade. Adora apontar o dedo para as meninas que não se dão o respeito, mas não sai de balada sem o seu micro-vestido todo bordado e um saltão para chamar atenção dos homens. 

Coxismo na balada é muito resenha!

Duvido que você não conheça pelo menos uma pessoa que se encaixe perfeitamente nessa descrição. Qualquer semelhança entre as basic bitches e suas versões masculinas e nacionais, os coxinhas, não é mera coincidência. Eles nasceram um para o outro, coxinhas e basic bitches. Inclusive todas essas são versões atualizadas dos playboys e patricinhas do século (ou deveria dizer década?)  passado. O sentimento de de superioridade somente por ser normal e seguir a risca a cartilha da sociedade patriarcal e machista é o mesmo. Ele acha que é o que há de melhor, o ser humano mais perfeitamente normal que poderia existir. Normal, sem personalidade, sem sal e politicamente correto no pior sentido da expressão. 

Um pouco da fauna natalense

Fica o questionamento: será mesmo que essa normalidade é normal? Esse retrocesso no modo de pensar e agir? Logo nos tempos em que teoricamente temos mais liberdade de escolha e de expressão, que o estilo e a personalidade são extremamente valorizados e ter uma opinião formada e embasada não é um passe para calabouços e torturas. Será mesmo que o cool do novo século é voltar a usar uniformes e pensar como medievais? E o pior: até em locais considerados prafrentex a coisa também piorou. Essa matéria do site da Heloisa Tolipan não me deixa mentir. Espero sinceramente que isso seja só uma fase, assim como a modinha dos shorts com bolso aparecendo usada à exaustão. E que volte logo pro fundo do armário, como tudo que está ultrapassado. 

Fotos: Reprodução

Separadas por uma Gossip Girl

Isabelli Drummond e Taylor Momsen

Isabelle Drummond está loira! Ela platinou e aumentou os cabelos para atuar em Geração Brasil, nova novela das 19h da Rede Globo. Na trama, ela será uma patricinha encrenqueira chamada Megan Lily Parker-Marra, filha de Jonas Marra (Murilo Benício) e Pamela Parker-Marra (Cláudia Abreu). Poderia ou não poderia tranquilamente ser uma personagem vinda diretamente do Upper East Side de Gossip Girl? Quem acompanhou a série lembra de Jenny Humphrey, vivida por Taylor Momsen, que foi de queridinha do papai à patricinha problemática nas primeiras três temporadas da série. E ai, seria mera coincidência ou rolou uma inspiração básica na vocalista do The Pretty Reckless

terça-feira, 15 de abril de 2014

Vestido para... balada!



Sexta-feira fui ao Casanova Ecobar, balada que completou quatro anos de existência em Natal. Como vocês já sabem, eu amo fazer combinações de roupa inusitadas, por isso escolhi esse blazer de linho que comprei em um brechó e o combinei com uma camiseta moderninha da sessão infantojuvenil (10 à 16 anos) da Renner. Aliás, ultimamente as coisas das sessões infantojuvenis das lojas de departamento estão bem mais interessantes do que as da sessão "de adulto". Na parte de baixo, para completar, escolhi usar um short esportivo, também da Renner. O chapéu é o meu preferido do meu acervo, e é da C&A. Os tênis são de couro da Handbook Fashion.

Chapéu: C&A
Blazer: Comprei em um brechó
Camiseta: Renner
Shorts: Renner
Tênis: Handbook Fashion

Detalhe da estampa da camiseta


Detalhe do relógio (e do anel com spikes que eu tô amando!)

Detalhes das pulseiras
.