quinta-feira, 24 de abril de 2014

5 personagens que marcaram minha vida


Quem nunca viu um filme ou seriado, leu um livro ou uma história em quadrinhos e não se identificou tanto com um personagem que sonhou em estar na pele dele?Acho que todo mundo já teve um momento desses, não é mesmo? E essa etiqueta de post do Rotaroots propõe que nós selecionemos cinco personagens que marcaram nossas vidas e compartilhemos o porquê da escolha. Antes que me perguntem, já aviso logo: Não coloquei Carrie Bradshaw na lista porque ela é hors concours, tá? Inclusive já fiz um post só sobre algumas coisas aprendidas com esse ícone de estilo.

Jasmine (Aladdin)


O primeiro filme que eu vi no cinema foi Aladdin (pelo menos que eu me recordo). Lembro de ficar maravilhado com toda a experiência, mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a Jasmine. Hoje, analisando o porquê de eu ter me encantado por ela, vejo que ela tem muito a ver comigo: ela era impetuosa e contestadora. Ela foge do palácio, se apaixona pelo plebeu e faz um auê até o pai mudar as leis e aceitar que ela se case com ele. Além disso, ela faz um dueto com Aladdin em uma das trilhas sonoras de filme mais lindas da Disney.


Sarah Bailey (Jovens Bruxas)


Lembro que vi esse filme por volta dos sete anos, e minha vida mudou. Desde então me interessei em estudar coisas como magia, astrologia, oráculos e vários outros elementos relacionados a religões neo-pagãs. E tudo porque, de algum modo, eu sentia que poderia ser Sarah Bailey. Aliás, me identificava bastante com o fato de ela ser a deslocada da turma, sempre me senti assim. E nem preciso falar do figurino, um desfile de moda gótica dos anos 90, e que foi meu estilo durante boa parte da adolescência. 

Sarah Bailey interpretada por Robin Tunney

Hermione Granger (Harry Potter)


Mais uma bruxa com os cabelos castanhos e volumosos, hehe. Ela também começou a série bem deslocada do grupo, porém com o passar dos anos (e depois de quase ser morta por um trasgo) foi se tornando uma quase líder dos meninos Harry Potter e Rony Weasley. Gosto mais dela no livro, apesar da Hermione do filme não ficar nem um pouco atrás e ser brilhantemente interpretada pela atriz Emma Watson

Hermione Granger interpretada por Emma Watson


Manon (Bubble Gum)


Protagonista do segundo livro da autora francesa Lolita Pille (que eu já falei sobre aqui), Manon é uma daquelas personagens bastante controversas. Me identifico muito com a perda da inocência da personagem, que vai ao extremo da quase indiferença perante os acontecimentos da vida. Lembra bastante minha adolescência, que foi basicamente isso: muitas descobertas, e nem todas muito boas para mim. Mas o que vale é a experiência no final das contas, não? 

Capa da edição brasileira do livro


Blair Waldorf (Gossip Girl)


Talvez ela seja um dos meus maiores ícones da atualidade (depois de Carrie Bradshaw, claro). Queen B também é deslocada, mesmo sendo linda, rica e inteligente. Sua única amiga, Serena Van Der Woodsen, consegue ser sua pior inimiga, suas seguidoras são extremamente voláteis, se voltando contra ela de tempos em tempos, e o homem que ela ama é completamente inadequado para ela (ou pelo menos é o que aparenta ser). Complicado? Sim, mas tudo fica menos difícil quando se tem uma Dorota fielmente ao seu lado e um guarda-roupas impecável (e invejável). É como diz o ditado: dinheiro não traz felicidade, mas te leva pra sofrer em Paris... 

Blair Waldorf, interpretada por Leighton Meester, "sofrendo" em Paris

Fotos: Reprodução

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Corpo Ostentação



A nascimento da Moda está intimamente ligado às elites. Ela nasceu a partir da dinâmica de ostentação de riquezas que foi criada pela burguesia perante à aristocracia, e teve inicio nos primórdios do capitalismo a partir da Renascença. Isso quer dizer que o princípio fundador da Moda é a ostentação, que é um tipo de afirmação forçada, baseado na luta por posição econômica, status social ou inclusão cultural por meio de elementos visíveis e de fácil reconhecimento por grande parte da sociedade. 

Com o passar do tempo os conflitos tornaram-se menos ostensivos e mais ideológicos. Onde antes havia a roupa mais ricamente adornada como sinal de importância, passou-se a valorizar a exclusividade e a criatividade em seu desenvolvimento. Além disso, outros fatores entraram no jogo de afirmações: em adição às vestes, objetos e acessórios, elementos como experiências turísticas, práticas culinárias, intelectuais e linguísticas tornaram-se valores de diferenciação. 

Maria Antonieta x Elie Saab Couture Verão 2014 

O século XX trouxe, dentre outras coisas, a desconstrução e massificação de muitos desses signos de valor. No campo das vestes, a maior revolução foi a criação do prêt-à-porter na primeira metade do século, que fez algo até então inédito: popularizou as criações e tendências, tornando mais rápido o acesso e o consumo pelas massas. As novas tecnologias também contribuíram bastante, já que não era mais preciso viajar até a Europa para saber o que se usava por lá, bastava ligar a televisão e, anos depois, acessar um site na internet.

Neste início de século XXI as pessoas querem consumir mais e melhor, e o aumento do poder de compra ocasionou a popularização do luxo: antes a bolsa assinada pela grife francesa era privilégio de poucos, hoje é tão comum que foi necessário aumentar os preços para frear sua banalização e reafirmar sua exclusividade, como explica essa matéria do Glamouratis (em espanhol). Por isso, outros elementos ganham força como forma de diferenciação. Um destes, e que tem se tornado uma epidemia, é o que eu chamo de corpo ostentação. Não é difícil encontrar exemplos, ele está presente em vários lugares. Pode ser na mesa ao lado da sua no trabalho, na timeline do seu Facebook ou Instagram e até mesmo na sua novela preferida. Hoje, a barriga chapada é a nova Chanel Classic Flap, o bíceps braquial perfeitamente esculpido por horas de exercícios é o novo Rolex

Matelassado ou trincado? 

Não é a toa que as academias andam lotadas, os blogs com temática fitness ganham cada vez mais popularidade e conversas sobre exercícios e suplementos são cada vez mais comuns. Sob o mote da busca pela vida saudável, não é nada incomum encontrar pessoas obcecadas pelo corpo perfeito, vivendo a base de frangos, batatas-doce e shakes proteicos e distribuindo hashtags com os dizeres "no pain, no gain" (sem dor, sem ganhos) por ai. O objetivo é sempre o mesmo: estar com o corpo em dia para poder mostrá-lo sem medo do julgamento alheio nas festas e/ou redes sociais. E não tem problema se o corpo ainda não está cem por cento, sempre há o nosso querido Photoshop ou um cirurgião plástico logo ali na esquina para aperfeiçoar a imagem de quem vive em busca do corpo perfeito. 

Outro rumo bastante comum e perigoso que essa busca pelo corpo-ostentação pode tomar é uma das mais comentadas no mundinho das modas: o da magreza excessiva. Quantas meninas você conhece que são altas, magras e possuem o IMC menor do que 18,5? Pois é, não muitas. Mas essa é uma imagem constantemente associada ao luxo, ao poder e ao sucesso, deixando a mensagem para pessoas do mundo inteiro de que você precisa do corpo perfeito para ser bem sucedido. E, por mais que essa seja uma imagem comumente associada ao universo feminino, é crescente o número de rapazes que também querem usar numerações de roupa cada vez menores, segundo essa matéria do jornal O Tempo

Projeto Vênus, da italiana Anna Utopia Giordano, que questiona os padrões de beleza atuais através de intervenções em quadros antigos (mais nesse link

Uma vez que corpo perfeito não existe, o correto seria a busca pelo corpo saudável. Sei por experiência própria o quanto podemos nos enganar achando que aquelas três horas diárias de exercícios associados a porções homeopáticas e restritivas de comida são super saudáveis. E talvez o pior disso tudo é seguir cegamente os padrões, sem se questionar que talvez sua genética não te favoreça a ter um corpo extremamente musculoso ou magro. Mudar para se sentir melhor é válido, mas mudar para se encaixar em um padrão é um tanto quanto doentio. Será que precisamos de um exército de homens e mulheres sarados? Onde fica a beleza da diversidade no meio disso tudo? Espero que ninguém perceba tarde demais que nós valemos muito mais do que uma bolsa ou sapato de grife, uma barriga tanquinho, uma coxa definida ou um manequim 36. 

Fotos: Reprodução

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pyrexia | Abbysal Uprising por Herson Nebaya

Ando bastante ligado em moda masculina ultimamente, já que nunca fui muito interessado no tema. E nessas pesquisas acabo descobrindo coisas incríveis, como esse editorial. Ele faz parte da primeira edição da revista novaiorquina Pyrexia, que será lançada agora no final de abril. Com a ajuda do stylist Argie Salango, o modelo Antoine Guyon foi transformado em um híbrido entre humano e elementos marítimos para as lentes do fotógrafo Herson Nebaya. Lembrou-me muito esse editorial do Tim Walker, que é uma das coisas mais incríveis que eu já vi. 

Uma dos pontos que mais me chamou a atenção é que o editorial possui uma vertente conceitual muito forte, porém todas as produções são extremamente usáveis. Ou talvez eu que seja ousado e usaria tudo proposto nas fotos. Inclusive estou muito tentado a imprimir essa primeira foto e colocar na parede do meu quarto. Outro ponto que gostei bastante foi a beleza, em especial a pele com um leve brilho, que é algo bem ousado para o homem da vida real, mas ainda assim algo possível de ser usado. Olhar essas imagens me faz ter vontade de viver em um editorial de moda... 

Só amor por essa foto 




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